Arquivado em: Chile 2009 (Atacama e não só) | Tags: Bahia Mejilonnes, Calama, San Pedro Atacama, Vale de la Luna
A ida até à Bahia dos Mejilones revelou-se um flop. É uma zona industrial, com um grande porto de mar e com os poucos hóteis razoáveis completamente esgotados pelos “quadros” das diversas empresas industriais ali instaladas. Os outros, muito “manhosos” estavam a abarrotar de trabalhadores indiferenciados dessas mesmas empresas. Como nos safámos? Acreditem ou não, dormimos numa cabana de um parque de campismo privativo de uma dessas empresas
Acordámos e partimos cedo porque todos desejávamos ansiosamente esta etapa. Porquê? Porque nos havia de levar ao desejado “Base Camp” da nossa expedição privativa: San Pedro de Atacama. Inicialmente, tinha pensado fazer a etapa quase toda em pista. No entanto, depois de ler num blog brasileiro que não era aconselhável fazer a pista com menos de 2 ou 3 viaturas devido ao risco de “afundamento” na travessia do Salar de Atacama, decidimos seguir através de Calama e não correr riscos desnecessários. A expectativa era muita, até porque pretendíamos fazer a primeira incursão ao Vale de la Luna
Caros Amigos, por agora fico por aqui. Garanto, todavia, que as paisagens dos próximos relatos ofuscam tudo o que venha a escrever e não chegam aos “calcanhares” daquilo que sentimos e vivemos naqueles lugares mágicos.
Arquivado em: Chile 2009 (Atacama e não só) | Tags: Antofagasta, Bahia de Mejilones, Bahia Inglesa, Chanaral, La Caldera, La Portada, PN Pan de Azucar, Taltal, Trópico de Capricórnio
Depois de um belíssimo jantar, sob uma temperatura amena, ritmado pelo “marulhar” das ondas, passámos uma noite repousante na Bahia Inglesa e acordámos bem cedo, preparando-nos para mais uma etapa, com cerca de 600 kms, rumo a Puerto Flamenco, Chanaral, PN Pan de Azucar, Taltal, Caleta Bandunas, Paposo, Antofagasta, La Portada e Bahia de Mejillones.
Deixo as fotos, porque valem mais do que mil palavras.
Regressados a terra firme maravilhados pelo privilégio de, completamente sós, termos podido visitar a RN e chegar bastante próximo de tanta maravilha, procurámos o único restaurante aberto e deliciámo-nos com pisco, locos e peixe fresco local.
Da janela, vislumbrávamos as ilhas da RN e procurávamos identificar o acesso à pista que tinhamos marcado seguindo a linha de dunas, até à Bahia Choros. Confesso que não a encontrámos e, passadas algumas centenas de metros e após algumas ameaças de atascanso na areia mole e sem rodados, ajustámos bem os cintos de segurança e usufruímos dos quase 300Hp do 4Runner para, muitos kms à frente e quando já começava a duvidar sobre o rumo seguido, interceptarmos a pista que procurávamos, do tipo chapa ondulada, e chegámos à Bahia e às instalações da RN onde, para nossa tristeza, não havia ninguém para nos fornecer qualquer folheto que nos ajudasse a identificar as muitas aves e alguns mamíferos anfíbios (os predadores dos pinguinos) que tínhamos avistado.
Após deixarmos a Bahia Choros, por estradões e estradas secundárias, rumámos à R5, rumo a Copiapo e ao destino inicialmente previsto, a Bahia Inglesa – num trajecto de 484 kms.
Aqui, vou repetir algo que já escrevi noutro local mas, para que se tenha uma noção mais real da dimensão da viagem e das etapas, esclareço que as zonas desérticas do norte do Chile totalizam quase 400.000 km2, ou seja, uma área superior a 4 vezes o território continental português…
A chegada à Bahia Inglesa, ao pôr-do-sol, foi feita rolando pelo extenso areal junto ao Pacífico e a primeira tarefa foi descobrir uma cabana situada num parque onde estavam uns australianos em duas pick-ups cheias de equipamento electrónico a tomar notas para um qualquer raid 4×4.
Ficam algumas fotos.









































