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ISLANDIA # ICELAND – 16 (FJORDS E BLUE LAGOON)

Blue Lagoon

Ontem, num jantar com amigos, perguntaram-me se tinha terminado o relato da viagem “Islandesa” e pediram-me para o fazer.

“Caras PAHRianas” aqui ficam as imagens finais, entre Fjords, Trolls e o spa da Blue Lagoon, uma das melhores maneiras para finalizar em beleza a nossa viagem.

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ISLÂNDIA # ICELAND – 15 (LANDMANNALAUGAR aos FJÖRDs)

É a segunda vez que escrevo este “post”. Da primeira, por qualquer insondável mistério, perdeu-se todo o conteúdo. Sendo assim, como não faço rascunhos e não tenho “pachorra” para revisitar todos os apontamentos, vou limitar-me a incluir as fotos de mais um dia de viagem. No final, uma dupla surpresa: o hotel que tínhamos “escolhido” estava completo (para não variar) mas sugeriram-nos ficar no parque de campismo deles, que começa no jardim e acaba no mar; a segunda, termos sido brindados com o melhor pôr-do-sol de toda a viagem, permitindo-nos ver o “astro rei” mergulhar lentamente no mar ao longo de mais de 1 hora.

 



ISLÂNDIA # ICELAND – 14 (LANDMANNALAUGAR)

Landmannalaugar é “simplesmente” um dos mais conhecidos e grandiosos paraísos vulcânicos da Islândia. Com um acesso relativamente fácil (embora interdito a viaturas alugadas sem tracção total), podemos por lá ficar apenas algumas horas, ou vários dias. As opções para quem goste de caminhadas são inúmeras e o parque de campismo é o mais concorrido de todos os que conhecemos naquele país. Ali se misturam toda uma variedade de viajantes, desde os que chegam de mochila às costas até aos enormes camiões-casa com tracção total e as comodidades de um apartamento itinerante, com todas as mordomias que se possam imaginar.

 

O trek mais conhecido é o que vai de Landmannalaugar a Pórsmörk , com a duração aproximada de 5H. Como sempre na Islândia, as condições atmosféricas podem mudar muito rapidamente, sendo imprescindível avaliar a situação com os guias de montanha e verificar se o equipamento e mantimentos são os adequados.



ISLÂNDIA # ICELAND – 13 JÖKULSÁRLÓN
Jökulsárlón

A tradução literal de Jökulsárlón é “lago(a) glaciar”. De facto, estamos perante uma lagoa de 18 km2 a jusante do glaciar de Breidamerkurjökull, com ligação directa ao Atlântico através de um canal atravessado por uma ponte da estrada N1. Com acessos muito fáceis a qualquer pessoa, o Jökulsárlón está situado no Parque Nacional de Skaftafell e é uma das principais atracções turísticas da costa sueste islandesa. Nas suas margens existe um Posto de Turismo e empresas que proporcionam passeios na zona da lagoa em barcos semi-rígidos, veículos anfíbios de fabrico russo, snowmobiles e em viaturas 4×4. Pela nossa parte, atendendo a que a luminosidade era muito boa, tínhamos binóculos e boas objectivas, achámos que não valia a pena embarcar e ficámos pelas margens, saboreando o cenário, observando a fauna e tirando umas fotos.

Os icebergs que flutuam na lagoa e, lentamente, deslizam em direcção às águas ligeiramente mais quentes do Atlântico, são (como se tal fosse necessário) uma prova inequívoca dos efeitos do aquecimento global sobre o planeta. Um pouco como em todo o globo, os glaciares estão a derreter e a recuar a um ritmo geologicamente alucinante. A cor negra visível em muitos icebergs deriva dos detritos rochosos arrastados no “caminho” em direcção à lagoa. Os icebergs com uma cor azul brilhante “deram a volta”, ou seja, quando a temperatura da água ficou superior à atmosférica, derreteram mais rapidamente a parte submersa, o que provocou uma rotação de 180º e deixou na superfície aquela fabulosa cor azul diamante da parte anteriormente submersa.

Como curiosidade, muitos dos “takes” dos filmes Tomb Rider e Die Another Day foram realizados no Jökulsárlón.



ISLÂNDIA # ICELAND – 12 (HÖFN a VATNAJÖKULL)

Depois de visitarmos o Turismo de Höfn, partimos calmamente pela N1 em direcção ao glaciar de Vatnajökull com a intenção de explorar todos os trilhos que lhe dessem acesso e, se possível, alugar um Big Foot e/ou Snowmoblie que nos permitisse deambular pelo glaciar e, com uma pontinha de sorte, chegar a um cume que possibilitasse avistar o vulcão que este ano acordou e cuspiu fogo no início da Primavera: o Grimsvötn.

Portas com comando à distância

Painel de instrumentos do A380
Alguns quilómetros depois de Höfn, recomeçaram aquelas “monótonas” paisagens de cortar a respiração.

Trilho para Haukafell

Camping de Haukafell

Haukafell

Hibrido 🙂

Pista para Fláajökull

Fláajökull

Fláajökull

Fláajökull

Fláajökull

A partir daqui, todas as fotos deste episódio são do acesso e das nossas deambulações no Vatnajökull (o maior glaciar da Europa). pela pista de Jöklasel Na foto com o mapa, pode ter-se uma ideia dos trajectos realizados desde Höfn e da localização do vulcão Grimsvötn (canto superior esquerdo).

Um dos transportes utilizados

Outro

Na imensidão do Vatnajökull

Noção da escala

Devido às condições meteorológicas adversas, não conseguimos avançar o suficiente para avistar o Grimsvötn. Não obstante, foi uma jornada “em cheio” e a única dificuldade foi seleccionar apenas algumas fotografias, pois que as que vão preencher o nosso álbum são várias dezenas.



ISLÂNDIA # ICELAND – 11 (KÁRAHNJÚKAR A HOFN)

Depois do tardio mas saboroso jantar iluminado pela lua cheia e com o maior glaciar da Europa como pano de fundo, dormimos uma “noite santa” completamente isolados de tudo e de todos. Se, quando recolhemos à tenda, apenas caíam uns pingos de chuva, quando acordámos, percebemos que a noite tinha sido farta em água despejada de uma qualquer cascata lá bem alto, nas nuvens. Tomado o pequeno almoço, rapidamente chegámos ao complexo hidroeléctrico de Kárahnjúkar e podemos reapreciar a magnificência do canyon onde foi barrado o caminho ao rio Jökla – um dos 5 melhores rios da Islândia para a pesca da truta e do salmão (Fögruhlíðará, Kaldá, Laxá, Fossá e Jökla).

Canyon do rio Jökla desde a pista para a Barragem de Kárahnjúkar

Meia dúzia de quilómetros depois de atravessar os dois paredões da barragem, fizemos o desvio para a F909, em direcção a Snaefell. com intenção de conseguir chegar até próximo dos limites do glaciar Eyjabakkajökull. As fotos que seguem são de mais esse belo pedaço daquele país distante.

Renas (sem o trenó do Pai Natal)

F 909

F 909

F 909

F 909

Snaefell Rangers

Um pedaço rolante

Eyjabakkajökull

Eyjabakkajökull

Eyjabakkajökull

Marcação do WP no Garmin 60Csx

Início do regresso desde Eyjabakkajökull

Ajuda a motociclista alemão que caiu no ribeiro

A caminho de Höfn

Desvio pela F980 para Kollumúli

F980 para Kollumúli

Como não conseguimos atravessar o rio devido à muito forte corrente na zona que se vê ao fundo (até onde chegámos) tivemos de fazer meia volta e regressar à estrada para Höfn.

Chegados a Höfn e verificada a inexistência de alojamento disponível, dirigimo-nos ao parque de campismo, montámos a tenda e aguardámos a chegada do outro “expedicionário tuga”, o Bruno, também aos comandos de um Suzuki. Após o reencontro e de uma jantarada debaixo do telheiro do parque, com a troca de experiências vividas em terras islandesas, preparámo-nos para uma noite de chuva. As fotos que seguem são da alvorada do dia seguinte, antes da separação e da nossa partida para o Vatnajokull.

Os Tugas em Höfn

Höfn

Höfn

Höfn

Höfn

Höfn

Höfn



ISLÂNDIA # ICELAND – 10 (ASKJA – KÁRAHNJÚKAR)

Tal como referido no post anterior, a falta de combustível obrigou-nos a um desvio inesperado até Adalból. Olhando para o mapa, e para a cartografia no computador, tudo indicava que, com alguma sorte e “pé leve”, conseguiriamos lá chegar com os vapores que restassem no depósito. Para o efeito, havia que retroceder até ao cruzamento para as F902 e F910  e fazer figas para que fossem pistas rolantes.

A pista era relativamente rápida no planalto, mas com troços mais lentos entre grandes campos de lava. Confesso que não parámos pois tínhamos receio de que a gasolina acabasse. No entanto, os sucessivos rios acabaram por nos obrigar a parar e registar mais uns bonecos.

Podem ver um vídeo deste rio tormentoso AQUI

Se procurarem na net, encontram poucas referências a Adalból – e com razão. É um pedaço de nada na encosta de um vale, no meio de coisa nenhuma e sem qualquer ponto de interesse mas (há sempre um mas) com um depósito de gasolina! Tem uma história algo tenebrosa de sacrifícios rituais e consanguinidades de resultados imprevisíveis (segundo a lenda, o fundador acabou na fogueira, provando o seu remédio) e, influência do que li ou não, foi o local mais antipático e de onde mais rapidamente quisemos saír em toda a viagem.

Daí que, apesar do adiantado da hora partimos com o depósito cheio, na esperança de chegarmos a Snaefell, passando obrigatoriamente por Hallarfjall. Assim e como à saída havia uma pista não referenciada no mapa mas que no Ozi interceptava a que desejávamos apanhar, decidimos “inventar”. O resultado foi mais tempo perdido e menos hipóteses de chegar ao desejado destino.

A noite foi cerrando mas, com a ajuda do tripé, permitiu uns bonecos muito fixes.

Enésima travessia a vau

... e uma fabulosa lua de "lobisomens"...

Após a fotgrafia que antecede, fizemos o desvio até ao cume da montanha para obter a foto do Hallarfjall que se segue (tirada por volta das 2300), regressando depois ao trajecto iluminado pela full moon.

Hallarfjall

Do lado poente, o céu era simplesmente assim

Depois de tirada esta última foto, acham que seguimos caminho ou montámos a tenda ao lado da pista, fizemos uma fogueira, sopa e umas costelestas de porco grelhadas e acompanhadas de esparguete? Claro que acampámos e nos deliciámos com a paisagem à nossa volta, que quase nos fazia esquecer o muito frio que se sentia mal nos afastávamos do fogo.