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MARROCOS 4×4 2014: Chebbi – Erfoud – Orion – Azrou

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Foi em Out/2014 que publiquei o penúltimo artigo sobre a expedição a Marrocos de 2014. A cerca de um mês de, em princípio, regressar a terras africanas, recomeço do Erg Chebbi, onde passámos duas noites muito animadas e retemperámos energias para o regresso a casa, não sem antes termos decidido bordejar a solo o Grande Erg no sentido poente nascente. No penúltimo dia, partimos calmamente em direcção a Erfoud e à cidade de Orion, com destino até Azrou, onde pernoitámos, fazendo a directa de Azrou a Tanger Med e Lisboa no dia seguinte. Desta vez, deixo-vos com um pequeno filme.

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MARROCOS 2014 4×4: ZAGORA – MERZOUGA – ERG CHEBBI

 

À partida de Zagora e após um bom café matinal, o Alberto/Teresa no HDJ80 e o Hugo/Daniela no LR90 deixaram o grupo, tendo os demais metido azimute à pista para Merzouga, Erg Chebbi e Auberge du Sud. Pela nossa parte, iniciámos o trajecto com cautela, tentando perceber como se portavam os amortecedores trocados na véspera. A etapa correu sem problemas e foi uma das que mais gostei nesta expedição (apesar de já a ter feito algumas vezes nos últimos 14 anos), foi a primeira vez no sentido Zagora–Chebbi; bom convívio, um ritmo “descontraído”, pista e paisagem espectaculares, isto, apesar de termos circulado algum tempo numa pequena tempestade de areia.

Segue a reportagem fotográfica e um vídeo AQUI.

 



MARROCOS 2014: TATA – CHEGAGA – IRIKI – MAHMID – ZAGORA

Tata_Chegaga_ZagoraÀ partida de Tata e por motivos técnicos, dois LRs tiveram que seguir por estrada até Zagora. Após a separação, as outras viaturas saíram na pista para o Erg Chegaga e Iriki, sob um sol abrasador que chegou a rondar os 50ºC, com o objectivo de atingir Zagora no dia seguinte. Já ao final da tarde, em pleno Chegaga, longe de qualquer estrada ou possibilidade de assistência e quando procurávamos um local para acampar, “estoirou” o amortecedor F/E da Hilux – o que me obrigou a parar, avaliar a situação e planear um trajecto alternativo que possibilitasse chegar a Zagora. Por volta das 23H00 e através de telefone satélite contactei o conhecido Aziz (Garage Iriki – Zagora) que prometeu encomendar os amortecedores em Ouarzazate. No dia seguinte partimos com o Leonel e o Renato antes do sol nascer em direcção à pista 6961, tendo percorrido os primeiros 45 kms numas “estonteantes” 3 horas. Houve que repensar esta lenta opção com muita pedra, tendo decidido fazer mais uns kms que o planeado ao jantar e meter azimute fixo para Mahmid, seguindo sempre que possível pelo sopé das dunas até interceptar a estrada. A meio da tarde chegámos à garagem do Aziz (depois de 377 km desde Tata) e, pouco antes da meia-noite, estavam substituídos os amortecedores . A disposição para fotos foi diminuta, compensando com algumas boas filmagens até à avaria e a partir do momento em que começámos a rolar na areia. Duas observações resultantes desta etapa e de notícias entretanto recebidas: a primeira, frequentemente repetida mas também esquecida, é a de que devem viajar acompanhados, sempre que possível; se forem a solo, moderem a velocidade e redobrem as cautelas; a segunda, especialmente dirigida aos cépticos e que gostam de inventar trilhos na imensidão do sahara ocidental: ainda há minas a fazer vítimas; relativamente próximo de alguns dos locais por onde circulámos já morreram duas pessoas este ano, devido ao rebentamento de minas não recolhidas – quem quiser mais informações pode verificar aqui .  Como habitualmente, seguem algumas fotos que podem aumentar clicando numa delas e um resumo filmado no youtube.



MARROCOS 2014: WESTERN SAHARA – ASSA a TATA

 

 

Assa a Tata

Devido aos atrasos resultantes de sucessivos problemas nalgumas viaturas, o trajecto inicialmente previsto após Semara teve de ser substancialmente alterado, pelo que decidi retomar o relato a partir de Assa. Desta a Tata, entrando em pista a partir do Borj Biramane (www.borj-biramane.com), são cerca de 230 Kms, intercalados com um esplendido bivouac num pequeno oásis no local onde um pequeno oued cruza a pista de Tamazra para Touzounine. A partir daí, seguimos na direção NW entre as cordilheiras, cruzando o oued Akka alguns quilómetros a norte da povação com o mesmo nome,  até interceptarmos a R109 a cerca de 20 kms de Tata. As temperaturas neste início de Maio estavam bastante altas durante o dia nesta zona, variando entre os 39º e os 48º celsius. Ficam alguns registos fotográficos e o link para mais um filme no youtube.

Clicando nas fotos aumentam o zoom e podem visualizar em sequência.

 



MARROCOS 2014 – WESTERN SAHARA: BOJADOR a ESMARA/SEMARA

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O Sahara Ocidental é uma enorme região árida e pouco habitada, adjacente à costa noroeste de África, constituída por zonas desérticas predominantemente pedregosas e arenosas que fazem parte do grande deserto do Sahara. Não sendo o blog um espaço de discussão política, cumpre esclarecer que El Aaiún ou Laayoune é a maior cidade do Sahara Ocidental e, embora administrada por Marrocos, é considerada pela Frente Polisário a capital do um território classificado como não autónomo pela ONU e por aquela reivindicado. Escrevi propositadamente assim para evitar ferir susceptibilidades geopolíticas de quem quer que seja e anexo um mapa retirado da internet para uma melhor contextualização.

Se pensarmos que Portugal tem cerca de 92.090 km2, e o Sahara Ocidental aproximadamente 266.719 km2 (e apenas cerca de meio milhão de habitantes), percebemos melhor a dimensão desta zona desértica, da ausência de infra-estruturas na esmagadora maioria do território e da sensação de real isolamento de quem nela se aventura fora das poucas estradas principais. O principal objectivo desta expedição era e foi o de percorrer algumas das longas, duras e isoladas pistas deste vasto território, dando corpo à nossa ânsia de liberdade, autonomia e adrenalina (a título de exemplo, fomos preparados para fazer etapas de mais de 800 kms em plena autonomia). As fotos que se seguem (e podem ser vistas em slideshow clicando numa delas), bem como o filme , procuram reflectir a etapa de Boujdour a Smara (Esmara) pela dura pista de Bir Anzarane.

LINK PARA O FILME



MARROCOS 2014 – WESTERN SAHARA: SIDI IFNI ao CABO BOJADOR

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Depois de uma noite bem passada e de um espectacular pequeno-almoço na Patisserie Avenida, em Sidi Ifni, a caravana seguiu nos dias seguintes, em direcção a Guelmin, El Borj, Msied, Tan-Tan, Plage Blanche, El Ouatia, Tarfaya, Laayoune e Cabo Bojador. Não foi bem o que estava planeado, mas foi o que se revelou localmente mais adequado e demonstrou (como se isso fosse preciso) como é sempre necessário ter capacidade de adaptação às circunstâncias e não confiar cegamente num único trajecto, por mais bem planeado ou testado. Com a passagem por Laayoune entrámos no Sahara Ocidental e viajámos até ao Cabo Bojador, dobrado em 1434 por Gil Eanes e a que brilhantemente se referiu Fernando Pessoa, no poema Mar Português (in Mensagem), quando escreveu:

“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu.
Mais foi nele que espelhou o céu.”

Clicando numa das fotos acedem ao slideshow que podem explorar à vossa vontade. Podem ver um filmezito AQUI



MARROCOS 2014 – WESTERN SAHARA: KHEMISSET-MARRAKECH-SIDI IFNI

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Depois de Tanger a Khemisset, as duas etapas seguintes deveriam ter-nos levado até ao recomendável camping Relais de Marrakech e camping Abaynou em Guelmin, isto em dois dias e cerca de 860 kms de pistas e estrada. Por outro lado, a expedição propriamente dita estava previsto começar em Marrakech pelo que as etapas anteriores serviram fundamentalmente para aguçar o apetite, consolidar a camaradagem e proporcionar algum divertimento. A viagem até Marrakech constituiu uma sequência lógica e paisagisticamente semelhante à anterior. Todavia, o terceiro dia de viagem e primeiro da “fase expedicionária” previa a desejada chegada às pistas a sul de Agadir, acompanhando em mais de 100 kms a costa atlântica. Devido à “alergia” de algumas viaturas às primeiras dificuldades na areia, tivemos de redefinir o objectivo, tendo sido decidido encurtar a etapa e trocar Guelmin por Sidi Ifni.

Ficam os registos de ambas. Para melhor visualização, cliquem numa foto para a aumentar e vejam em slideshow manual.

O vídeo destas duas etapas pode ser visto AQUI