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Patan – Nepal
23/06/2009, 23:54
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Bem, socorrendo-me de alguns apontamento e de memórias que não fazem parte dos conteúdos existentes na net sobre esta importante cidade nepalesa, começo por referir que o centro histórico de Patan, a famosa Durbar Square (nome idêntico à existente em Kathmandu) foi considerado Património Mundial pela Unesco.

No nosso caso, a viagem de Suzuki Maruti desde Kathmandu e regresso foi uma delirante aventura (a gasolina era estupidamente cara para o nível de vida do Nepal – 1USD/litro) e os taxistas faziam com que o nosso grupinho de 4 portugas se encolhessem para caber em tão minúscula viatura.

A meia dúzia de quilómetros que separam o perímetro exterior de Kathmandu do de Patan foram percorridos em 3 táxis, com mirabolantes e arriscadas mudanças de táxi no meio da estrada, com centenas de carros, camionetas, motorizadas e bicicletas que nunca paravam e se desviavam apenas no último segundo, tudo, simplesmente… porque os 2  primeiros Suzukis avariaram. O terceiro,  parecia ser o melhorzinho… mas rapidamente descobrimos que não tinha travões… Escusado será tentar explicar que quisemos dispensar o taxista para o regresso mas ele esperou, esperou, numa autêntica marcação cerrada para não perder tão “suculentos” clientes que, pasme-se, tinham negociado a ida e volta com o condutor do 1º táxi a avariar…

Quanto ao interesse histórico e turístico de Patan, só posso dizer que vale a viagem – apesar dos não residentes terem de pagar para entrar no centro histórico, i.e., Durbar Square.

Há informação suficiente na net sobre Patan, pelo que limito-me a deixar as coordenadas e a sugerir que vejam o post com as fotos do Nepal, onde estão incluídas as de Patan.

Fui.

Loclizaçao: 27 42 00 N  85 21 00 E

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NEPAL – FOTOS
19/06/2009, 11:58
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NEPAL – KATHMANDU
18/06/2009, 18:55
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Kathmandu
Hoje decidi escrever algumas linhas sobre Kathmandu, essa cidade mítica do movimento hippie da década de 60 do século passado (make love, not war).
A guerra do Vietname há muito que acabou, os hippies já não são o que eram e Kathmandu não podia fugir às influências dos tempos ditos modernos.
Situada a 1.370 m de altitude e sendo a capital do Nepal, é também um óptimo ponto de partida e chegada para expedições aos Himalaias.
Foi o que aconteceu há cerca de dois anos, quando por lá me “perdi”, de caminho para e no regresso do Tibete.
É uma cidade pobre, hiper poluída, super povoada (se o Nepal tem uma densidade populacional superior a 150hab/km2, Ktahmandu deve ter o triplo ou o quádruplo) mas com um património e uma diversidade cultural fabulosos.
O casco velho ou cidade antiga está recheado de templos, palácios e outras edificações budistas e hindus, verdadeiros atractivos para todo o tipo de visitantes/turistas.
Quase tudo roda à volta de Durbar Square, do Pasupatinath Temple, das Stumpas de Boudah Nath e de Swoyambhu Nath.
O que também “gira” são os inúmeros artigos contrafaccionados, sejam alegados Rolex ou simples cópias de luvas da North Face – vendidos a preços supostamente “irresistíveis”.
Mas também tem dos melhores chás e alfaiates do mundo, sendo possível provar fatos de seda e outros tecidos nobres numa manhã e ir levantá-los ou recebê-los, impecavelmente confeccionados, no dia seguinte.
Muito mais haveria para tentar descrever, desde o ruído infernal das constantes buzinadelas à paz absoluta dos jardins ingleses do Hotel Shanker, dos bons e maus odores das ruas onde quase não se consegue andar, da epidemia de Suzukis Maruti que tinham de subir em 1ª a estrada que levava ao templo dos macacos e que ultrapassavam velhos autocarros pejados de gente em rota de suícidio contra outros velhos autocarros pejados de gente até às grades do tejadilho, enfim, um conjunto de experiências que não cabem nos horizontes limitados deste post.
Seja porque exigiria mais “esforço” do que o “prazer” de escrever estas linhas ou porque tenho algum receio de maçar os que possam vadiar por aqui, vou saír de mansinho, com remeniscências das sensações então vividas.
Numa próxima oportunidade, tentarei escrevinhar um pouco sobre Patan e Bahktapur, bem como colocar algumas fotos pois, segundo dizem, valem mais do que mil palavras.

Fui.