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ROTA SOLIDÁRIA, DA CONFIANÇA E AFECTOS

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Respondendo a vários apelos institucionais e particulares da região afectada pelo vulgarmente chamado “Incêndio de Pedrógão”, a Land Lousã delineou uma pequena rota 4×4, a realizar entre 15 e 16 de Julho, desde o Alto Padrão (na Lousã) até Pedrogão Grande, com paragem obrigatória na praia fluvial do Poço da Corga, almoço no quartel dos BV de Castanheira de Pera, prosseguindo em direcção à praia fluvial do Mosteiro, albufeira do Cabril e Parque de Campismo de Pedrógão Grande. Na véspera de se completarem 30 dias sobre os dantescos incêndios que assolaram a zona, vitimando inúmeras famílias e afastando quase inexoravelmente o turismo (o que penaliza duplamente as populações), o principal objectivo era mostrar que, não obstante a tragédia, é imperioso não “fugir” da região e apoiar o comércio e instituições locais, pois têm muito para oferecer.
Pela nossa parte, dissemos presente assim que recebemos o convite.
Deixo-vos um pequeno filme que procura registar os momentos mais significativos, abstendo-me de toda e qualquer imagem (casas e/ou viaturas queimadas) que possam reabrir feridas ainda não saradas de quem terá passado por tão dramáticas situações e possa espreitar o vídeo.

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ALPES 2017: TÚNEL MONTE BRANCO E VALE FERRET
09/07/2017, 22:29
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O túnel do Monte Branco, de trânsito bi-direccional, foi inaugurado em 1965 e tem uma extensão de 11,6 km. A sua entrada em exploração permitiu encurtar substancialmente a distância entre Chamonix (França) e Courmayeur (Itália) passando sob a vertical da Aiguille du Midi. É uma via com portagens caras e que obriga a alguma atenção, pois tem um tráfego constante de veículos pesados, sem grandes escapatórias. Em 1999 houve um grande sinistro, com incêndio de dezenas de viaturas e o falecimento de 39 pessoas que se refugiaram nas zonas de segurança, mas vieram a sucumbir devido à inalação de monóxido de carbono. Fomos controlados pelos Gendarmes franceses antes de chegarmos às portagens, e pelos Carabinieri italianos quando saímos do túnel, antes de chegarmos a Courmayeur. Um dos nossos objectivos para este dia era visitar calmamente o Vale Ferret, pernoitando precisamente em Courmayeur. Este vale, perpendicular ao vale de Aosta, é um pequeno pedaço de paraíso na terra, um vale que nos deixa encantados com a sua serena beleza. Na realidade, há dois vales: um, do lado suíço e este, do lado italiano, o que visitámos. Embora não muito extenso, começa no Col Ferret e é transitável por uma sinuosa estrada de montanha, permanentemente ladeada pelo igualmente tortuoso rio Dora Ferret. Sem a grandiosidade do vale de Aosta ou de alguns outros vales do PN Gran Paradiso (que também visitámos), e até com alguma parcimónia nas infra-estruturas turísticas existentes, é um verdadeiro paraíso para fazer caminhadas acessíveis a toda a família, circular de bicicleta ou, simplesmente, contemplar a magnifica natureza envolvente.

Ficam algumas fotos do Vale Ferret e um filme no YouTube, também com o Túnel do Monte Branco.



ALPES 2017: MONTENVERS E MER DE GLACE
15/06/2017, 21:34
Filed under: FRANÇA | Etiquetas: , , ,

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Regressados da Aiguille du Midi a Chamonix, percorremos os cerca de 500/600 metros até à Estação do comboio de Montenveres, a partir da qual, numa ascensão de pouco mais de 5 Kms, com um desnível de cerca de 1000 metros e um ângulo de subida/descida entre os 11 e os 22%, o pequeno comboio de bitola métrica e cremalheira liga, em sistema de via única com alguns pontos de cruzamento, a estação de Chamonix a Montenvers, a 1913 m de altitude. Aqui chegados, já no Maciço do Monte Branco, temos uma vista magnífica sobre La Mer de Glace, ou seja, “o mar de gelo” – o maior glaciar existente em França, com cerca de 7 kms de comprimento e 200 metros de largura.

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Infelizmente, o restaurante, o glaciarium e o abrigo de montanha ainda estavam em manutenção, pelo que apanhámos o teleférico que nos transportou até ao sistema de rampas e degraus que permitem o acesso ao glaciar.

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Todavia, como chegámos relativamente tarde, ficou “apertado” descer à “gruta”, escavada artificialmente todos os anos nas entranhas do glaciar, pois teríamos de correr para conseguir regressar a Chamonix no último comboio – ficou para uma próxima visita.

Ficam mais algumas fotos e o filme no YouTube.

 

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ALPES 2017: AIGUILLE DU MIDI

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A viagem no teleférico desde o centro de Chamonix até ao cume foi realizada em duas etapas, sendo que a primeira subiu até ao chamado de Plan de l’Aiguille, situado a 2.310 metros. Daqui, podemos observar o Glaciar des Bossons, o Mont-Blanc, a l’Aiguille Vert, as Aiguiles de Chamonix e o Drus.

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Dali, partimos para o segundo troço, que nos levou directamente aos 3.777 metros dos terraços panorâmicos da Aiguille du Midi, (sem apoios intermédios, num dos maiores vãos do mundo) onde temos uma primeira e inolvidável vista de 360º sobre os Alpes franceses, italianos e suiços.

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Após esse primeiro deslumbramento (se estiver bom tempo, como foi o nosso caso), deslocámo-nos para o ascensor que nos transportou até ao topo da Aiguille, situado a 3.842 m, de onde pudemos desfrutar de todo o esplendor do maciço do Monte Branco.

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No total, vencemos um desnível de 2.742 metros em cerca de 22 minutos. No segundo troço, o teleférico pode atingir uma velocidade de 45 km/h, sendo que, no seu conjunto, o tem uma capacidade máxima de transporte de 500 passageiros por hora. Para além de vários outros motivos de interesse, uma das recentes atracções do complexo é “Le pas dans le vide”, ou seja, o passo no vazio – uma caixa de vidro reforçado que permite que uma pessoa de cada vez ali entre alguns segundos e, olhando para baixo, usufrua da sensação de nada ter debaixo de si por mais de 1000 metros. Pela nossa parte, dispensámos essa parte, devido à enorme fila para tão breve experiência. Bem mais terreno, mas não menos espectacular (pelo menos, com a muitíssima neve que pudemos testemunhar) é a passagem que, partindo de um dos terraços, dá acesso ao mítico trilho do Mont-Blanc pelas três montanhas. Aliás, para quem queira conhecer as estórias dos aventureiros que por ali têm “deambulado” ao longo dos muitos anos, nada melhor que visitar o museu L’Espace Vertical, segundo consta, o mais alto do mundo dedicado ao alpinismo. Como não podia deixar de ser, o complexo da Aiguille tem um enorme espaço de restauração, com terraços com vista privilegiada para as montanhas, lojas de recordações e uma muito generosa e bem pensada área de descanso, com enormes janelas que permitem a contemplação dos maciços envolventes. Por último, existe a possibilidade (apenas no Verão) de se fazer em teleférico a viagem pelo Glaciar do Gigante, desde a Aiguille até ao cume do Helbronner, já em Itália. Os -12º C que se faziam sentir mais incisivamente quando não estávamos abrigados do vento, explicam o porquê de só a partir de Junho se poder fazer essa viagem. Do nosso lado, tínhamos planeado e fizemos o trajecto pelo Túnel do Monte Branco até Courmayeur, onde apanhámos aquilo que os italianos (i)modestamente chamam de 8ª maravilha do mundo. Só que, antes disso, ainda viajámos no velhinho comboio de Montenvers até ao Mer de Glace – relato que fica para o próximo artigo.

 

 

 



ALPES 2017: CHAMONIX & LES HOUCHES
21/05/2017, 23:05
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Deixando Annecy, percorremos calmamente os cerca de 75 Km até ao próximo destino: Chamonix e Les Houches, onde ficámos 3 dias. Pelo caminho, ainda fizemos uma visita a um dos instaladores autorizados de um fabricante francês de células para pick-ups 4×4, onde tivemos oportunidade de verificar as características de construção, as diversas tipologias disponíveis, opções e preços. Chamonix é uma das mais importantes e famosas estâncias turísticas de desportos de inverno da Europa. Do lado nascente tem a imponente cordilheira onde se encontra a maioria dos picos montanhosos, habitualmente denominados Agulhas de Chamonix e o maciço do Monte Branco. Não costumo fazer referência a hotéis e/ou restaurantes mas, neste caso e para quem tenha viatura, há um conjunto de infraestruturas hoteleiras em Les Houches que têm vistas privilegiadíssimas sobre a montanha, a nascente. No nosso caso, quase nem apetecia sairmos da ampla varanda de que dispúnhamos, a meio da encosta oposta. Vencida a inércia, toda a zona envolvente de Chamonix é soberba para as caminhadas e toda a panóplia de desportos de montanha, seja em que estação for. Entre Chamonix e Les Houches, há famílias inteiras que usufruem calmamente de uma pequena parede natural de escalada, onde podemos ver crianças com cerca de 5 anos completamente “penduradas” a vários metros do chão e a tentar os primeiros gestos de futuros alpinistas; pelas ruas, mesmo nesta época baixa, deambulam esquiadores, alpinistas, hikers e turistas. Lá bem no alto, evoluem parapentes e asas delta e, da nossa varanda, conseguimos ver as luzes de montanhistas que decidiram passar a noite na montanha, abaixo da Aiguille du Midi, onde, durante o dia, estavam cerca de -10º Celsius. Claro que subimos aos 3842 m do Midi, bem como viajámos até ao Mer de Glace, mas isso fica para o próximo artigo. De momento, deixo-vos com as primeiras fotos destes dias. No próximo fim-de-semana, procurarei publicar um artigo sobre as viagens até à Aiguille du Midi e ao glaciar do Mer de Glace.

Fiquem bem e planeiem as vossas viagens.

 



ALPES 2017: ANNECY LE VIEUX & LAC
07/05/2017, 21:40
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IMG_4434_2 (Cópia)Como já referido, este ano fomos para os Alpes. Foi um regresso, ao fim de muitos anos, com “início oficial” em Annecy. A maneira mais fácil de caracterizar Annecy-Le-Vieux é recorrer a um lugar comum, pois é frequentemente apelidada de Veneza dos Alpes. Em finais de Abril, fora dos períodos críticos das duas épocas altas (Verão e Inverno), fomos brindados com uma luminosidade que atinge o seu auge após as neblinas matinais, e que só tem paralelo na cristalinidade das águas do lago com o mesmo nome, considerado um dos dois menos poluídos e mais transparentes da Europa, cuja margem percorremos totalmente, no sentido contrário dos ponteiros do relógio. Com a chegada da Primavera, a cidade reveste-se de um colorido fabuloso, proporcionado pelos seus jardins, inúmeros canteiros e varandas cheios de flores, pelo ressurgimento de muitas esplanadas nas ruelas do centro histórico, pelo recomeço da navegação de pequenas embarcações de turismo e das conhecidas “gaivotas ou pedal-boats”. As noites ainda são frias, mas os dias tornam-se bastante amenos, havendo sempre pessoas a fazer jogging nas margens do lago e muitas famílias (especialmente com crianças) a passear ou “saborear” uma paisagem relaxante, digna de um conto de fadas. De todos os locais quase obrigatoriamente visitáveis, optámos por não ir ao interior do Chateau d’Annecy (vários relatos de que é bastante insípido) e só conseguimos vislumbrar o Palais de l’Isle por entre as redes e os andaimes que protegiam os transeuntes dos trabalhos de manutenção em curso. Quando deixámos Annecy, em direcção a Chamonix, prometemos voltar. Para além dos dois links já colocados, mais informações podem ser obtidas aqui. Deixo-vos com algumas fotos e o link para o filme no YouTube. Espero que gostem e, quiçá, vos desperte o “apetite” para uma próxima viagem.

FILME NO YOUTUBE

 

 



ALPES 2017 – TEASER
30/04/2017, 22:37
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O inesperado adiamento de uma ida até Marrocos, prevista para a segunda quinzena de Abril, baralhou-me os planos para as férias entretanto marcadas e compromissos assumidos. Mas, como soe dizer-se: há males que vêm por bem. Em dois fins-de-semana de pesquisa, delineei uma viagem aos Alpes franceses e italianos que, felizmente, correu totalmente como planeado e nos deixou com vontade de regressar. Deixo-vos com algumas breves imagens, prometendo artigos desenvolvidos assim que conseguir organizar as muitas fotos e filmes efectuados.