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ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (7/12)

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Este artigo pretende resumir a última etapa no Kruger National Park – no dia seguinte rumámos à Suazilândia. Não sei bem por onde começar. Para os críticos, o KNP é pouco “autêntico”, uma máquina de “fazer dinheiro” muito bem oleada e sincronizada. Acredito que, para o turista sem autonomia e com pressa de ver o máximo no mínimo espaço de tempo, assim seja. No nosso caso, graças às sugestões do João (visitante assíduo), só por uma vez tivemos essa sensação, precisamente quando, nesta etapa, chegámos a Skukuza e nos deparámos com centenas de turistas prestes a entrar em dezenas de Land Cruisers do KNP, para a visita guiada da tarde. Esse episódio aparte, circulámos quase sempre sozinhos, cruzando-nos ocasionalmente com outros visitantes. Creio que a melhor sugestão é ficar dois ou três dias, preferencialmente, com uma viatura alugada. Acampámos uma noite em Skukuza e ficámos duas no Pestana Kruger, em Malelane. Para quem vai pela primeira vez, talvez seja a melhor opção (o Skukuza Lodge & Rest Camp tem várias opções para pernoitar) e o Pestana correspondeu às expectativas. Numa eventual próxima visita, procurarei outro Rest Camp, mais pequeno, menos “civilizado” e menos “sobrelotado”. Em qualquer caso, vimos uma ínfima parte do parque mas as sensações e memórias vivenciadas são indescritíveis e inolvidáveis.

Daí que as expectativas para o rústico Hlane Royal National Park, na Suazilândia, tenham aumentado…

Esta última etapa no KNP, partiu de Malelane, passou por Ber En Dale, Skukuza e terminou no Pestana Kruger, em Malelane.

Seguem algumas imagens e o link para um vídeo no YouTube.

Fiquem bem.

VÍDEO NO YOUTUBE

 

 

 

 

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ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (6/12)

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SKUKUZA – LOWER SABIE – MALELANE (PESTANA KRUGER LODGE)

Depois de uma noite bem passada na zona de acampamento de Skukuza, preparámo-nos para a primeira grande etapa de exploração do Kruger Park. O objectivo era rolar calmamente pelo Lower Sabie, até Malelane. Pela “amostra” da tarde anterior e toda a envolvência inerente a uma “primeira noite africana” a expectativa era mais que muita. Desde o deslumbrante céu e pôr-do-sol, aos odores e ruídos, tudo era novo e de tudo gostávamos, quais crianças embevecidas com um apetecido brinquedo novo. A realidade desta espectacular etapa de aproximadamente 140 kms em nada defraudou as expectativas. Pelo contrário, tivemos a oportunidade de, bem perto ou mais ao longe, ver, filmar e fotografar leões, elefantes, rinocerontes, hipopótamos, chitas, etc., etc, numa enorme variedade e quantidade que o João dizia corresponder a sorte de principiantes. Já ao final do dia e enquanto filmávamos umas girafas, um elefante curioso ou chateado com a vidinha, decidiu correr para nós e nós decidimos que era tempo de “carregar com o pé na tábua” e meter distância. Chegámos tranquilamente ao Pestana Kruger Lodge, a tempo de saborear um esplêndido pôr-do-sol, mero aperitivo para um não menos espectacular jantar na esplanada sobre o Crocodile River. Acaso ou não, convido-vos a verem algumas das fotos que escolhi e o filme cujo link para o YouTube segue abaixo.

LINK PARA O YOUTUBE



ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (5/12)
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CAMPING SKUKUZA

Como referido no artigo anterior, chegámos a Nelspruit ao anoitecer. Embora o Hotel Mercure ficasse no outro lado da rua do Shoping Ilanga, aconselharam-nos a não ir lá a pé após o pôr-do-sol… Como as tendas do tejadilho do nosso LC não permitiam a entrada no estacionamento e a Mazda do João tinha o banco traseiro completamente ocupado, acabámos por jantar tranquilamente no hotel. O dia seguinte seria o primeiro dos mais desejados, ou seja, tinha planeado visitar alguns dos locais mais icónicos da Panorama Route, de modo a que pudéssemos entrar no Kruger Park a meio da tarde e chegar a Skukuza antes das 1800, altura em que os portões são fechados e os leões procuram o McDonalds da selva, i.e., as impalas. Começámos com um magnífico pequeno-almoço no Zanzi-Bar, seguido de demorada visita às espectaculares lojas de equipamento outdoor – uma perdição para quem goste (como foi o nosso caso), daí partindo para a Gorge View e Pinnacle, a God’s Window e a Berlin Fall. Depois do almoço rumámos ao Kruger.

Na cartografia, o planeamento desta etapa parecia perfeitamente exequível; na realidade, e porque detesto visitas apressadas quando estou em férias, ficou muito por ver na Panorama Route – talvez numa próxima viagem. A meio da tarde entrámos no Kruger pela Phabeni Gate e conseguimos chegar a Skukuza, parcos minutos antes das 1800. Depois das formalidades do check-in, dedicámo-nos à árdua tarefa de encontrar um local simpático para passar a noite com tranquilidade, experimentando as duas tendas de tejadilho e uma terceira no solo. As fotos e filme que seguem procuram ilustrar esta entusiasmante etapa.

FILME AQUI  (não disponível em IOS e Android)



ÁFRICA DO SUL – MOÇAMBIQUE – SUAZILÂNDIA (4/12)
30/10/2016, 21:53
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Depois dos primeiros dias bem passados em Joburg e arredores, fomos à Bushtrackers recolher o “nosso” Land Cruiser 79 Double Cab, transporte e (imp)provável “casa” para as duas semanas seguintes. É uma viatura magnifica, com um motor V8 Diesel de 4.200 cc, entregue num irrepreensível estado de manutenção, de limpeza e com um adequado briefing sobre as suas características, as de todo o equipamento adicional, bem como conselhos de utilização, regras de segurança e socorro, em caso de necessidade. Não tendo sido a primeira vez que iria conduzir uma viatura de volante “à direita”, já não o fazia há uns 15 anos. Portanto, a primeira preocupação foi a adaptação a essa realidade, procurando seguir atrás de quem fosse no mesmo sentido, de modo a observar como proceder e evitar sobressaltos. Para este dia tínhamos previsto viajar para Nelspruit visitar a cidade, algumas lojas de Outdoor e pernoitar no Hotel Mercure.

Tinha uma recomendação para, na N4, cerca de 180/200 kms depois de sairmos de Joanesburgo, parar numa área de serviço em que, segundo a “fama” se podiam avistar rinocerontes e outros animais selvagens enquanto usávamos o WC… Para ser sincero e como ninguém mais me referiu esta “particularidade”, estive quase para não parar pois fomos obrigados a fazer uma escala para almoçar uns 50 kms antes e, como na aproximação à dita AS, não vislumbrava no horizonte qualquer indício de tais animais, hesitei. No entanto, a curiosidade foi mais forte e, no último segundo, guinei para a entrada da AS, passámos o viaduto sobre a auto-estrada e estacionámos. Agarrei na Canon e fui à procura dos lavabos… Confesso que não estava preparado para o que vi – aliás, que se via de todos os terraços e lojas no lado oposto da AS, incluindo ambas as áreas de lavabos… As fotos e o filme que seguem procuram retratar rudimentarmente as sensações deste notável e inesperado episódio protagonizado na Alzu Petrosport, com vista para uma reserva onde, entre outros, podemos avistar rinocerontes, búfalos, zebras e antílopes – uma paragem obrigatória e única, a 35 kms de Middleburg e outros tantos de Belfast.

Após este episódio, retomámos a direcção de Nespruit, onde chegámos ao pôr-do-sol e nos encontrámos com o João e a Tavinha, que nos acompanharam a partir daí.

LINK PARA O FILME AQUI



ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (3/12)

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Como anteriormente referido, nos três dias subsequentes à chegada a Joanesburgo, a meteorologia brindou-nos com temperaturas baixas e chuva quase constante e fria, do género “molha tolos”, mais parecendo que estávamos num daqueles dias do final de Outono, típicos de Portugal. Na realidade e porque estávamos no hemisfério sul, faltavam poucos dias para o início da Primavera. Todavia, no outro “lado da moeda”, essa chuva miudinha que em Portugal deixa as pessoas em casa, constitui uma bênção e motivo de alegria para os sul africanos e… pasme-se, para a “bicharada”. Com efeito e como poderão ouvir no filme cujo link está no final deste texto, os leões adoram a chuva e estiveram felizes e activos durante o nosso mini safari no Lion and Safari Park, em vez de protegidos do sol e a dormir. Escrevi “mini safari” porquanto a área do parque é de meros 600 hectares (600 campos de futebol) e, por exemplo, o Kruger Park tem cerca de 19.500 km2… No entanto, no Lion Park, podemos interagir com leõezinhos de 3 ou 4 meses… Aproveitando a ida para o safari, visitámos a Chameleon Village, local de venda de artesanato africano, bem como fizemos uma voltinha de algumas dezenas de quilómetros em torno da Haartebeesfontein Dam – uma albufeira resultante de uma hidroelétrica, local muito atractivo para, com bom tempo, passar um óptimo fim-de-semana ou alguns dias de férias. Como a presença portuguesa é visível, almoçámos no simpático Caravela Portuguesa, onde fomos bem recebidos.

FILME NO YOUTUBE CLICANDO AQUI

 

 

LINKS:

CARAVELA PORTUGUESA

HAARTEBEESFONTEIN DAM

LION AND SAFARI PARK

CHAMELEON VILLAGE



ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (2/12)

 

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Como “prometido” no artigo anterior, relato hoje as primeiras impressões da chegada a Joanesburgo – cidade a que voltaremos no final da viagem, com passagem pelo Soweto e visita a Maropeng, ao Cradle of Humankind.

Chegámos num A380 ao Aeroporto Internacional Oliver Tambo, numa manhã de sábado bastante nublada, mas com uma temperatura agradável. Ficámos duas noites no Aquanzi Lodge e aproveitámos para (re)descobrir Joburg (diminutivo de Joanesburgo) e alguns motivos de interesse locais.

A África do Sul tem aproximadamente 45 milhões de habitantes, dos quais, cerca de 5 milhões em Joanesburgo e o dobro no total da área metropolitana. Situada a cerca de 1600 metros de altitude, teve a sua origem em finais do século XIX, colonizada pelos britânicos com o propósito da exploração das suas riquezas mineiras: ouro e diamantes. Não sendo propriamente uma cidade virada para o turismo, funciona como ponto de ligação com quase todas as demais cidades do país e, no nosso caso, de aluguer de muito bem preparadas viaturas 4×4 para tudo o que seja expedição local e/ou nos países adjacentes.

Não obstante, não poderíamos deixar de: jantar no Montecasino (um complexo fechado, recriando uma aldeia Toscana, onde podemos encontrar de tudo, desde hotéis a um casino, restaurantes, bares – tudo com a particularidade do “céu estrelado” ser uma cobertura artificial; tomar um drink numa das inúmeras esplanadas de Nelson Mandela Square; fazer uma incursão no enorme Sandton City Shopping Centre e uma refeição num dos bons restaurantes ali existentes, bem como participar num mini safari no novo Lion and Safari Park (onde se pode interagir com leões de 3 meses, num espaço único com cerca de 600 hectares) – este último, a merecer um artigo autónomo, o próximo, que também irá incluir filme no YouTube.

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LINKS DE INTERESSE:

Joanesburgo

Turismo Joanesburgo

Nelson Mandela Square

Aquanzi Lodge

Montecasino

 



ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (1/12)

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Desde o início de 2015, comecei a avaliar a hipótese de fazer uma expedição à África do Sul, se possível, com passagem por Moçambique. A distância aos dois países, a sua grandiosidade (a África do Sul tem duas vezes a área da Península Ibérica; Moçambique tem cerca de 1,4 vezes a mesma área) e a contraditória informação disponível, fizeram-me hesitar. Todavia, em Maio deste ano, tive necessidade de me deslocar a Joanesburgo – tendo dissipado quase todas as minhas dúvidas.

No regresso, iniciei os contactos com vista ao aluguer de um 4×4 robusto e fiável e reservei atempadamente voos na Air France. A mês e meio da partida, já com tudo programado, reservas feitas e sinais pagos, o destino pregou-nos uma partida (um acidente na família, com 7 semanas de imobilização e fisioterapia diária, incluindo fins-de-semana) obrigou a refazer a programação e o modelo da viagem: era manifestamente impossível viajar e pernoitar em autonomia. Para não perder o investimento já feito, houve que adaptar os trajectos e toda a viagem.

Partimos a 16 de Setembro e regressámos esta semana, tendo viajado tranquilamente pela RSA, Suazilândia e Moçambique.

Durante os próximos tempos, tenciono publicar semanalmente um artigo e alguns vídeos, assim consiga disponibilidade para escolher o que publicar nos cerca de 100 Gb de vídeos e fotos realizados. Neste artigo meramente introdutório, deixo-vos com algumas fotografias, em jeito de “aperitivo”.