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ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (11/12)
24/01/2017, 18:23
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Esteve muito vento, choveu bastante durante a noite, e estávamos um pouco apreensivos relativamente ao estado dos caminhos. Como combinado na véspera, levantámo-nos cedo, fizemos uns “bonecos” com os semi-rígidos a zarparem cheios de mergulhadores indiferentes à chuva, baixámos significativamente a pressão dos pneus e partimos da Ponta do Ouro em direcção a Maputo. A apreensão inicial rapidamente se desvaneceu e tudo correu bem, sem quaisquer sobressaltos – a habilidade dos condutores e/ou a eficiência das viaturas assim o permitiram. Nos troços em que usámos a estrada em construção, tivemos que redobrar a atenção pois deslizávamos sobre uma pasta escorregadia e avermelhada, de areia, barro e água. Durante a viagem, conversámos sobre como tudo poderia ter sido diferente se os deuses que regem as condições meteorológicas tivessem ajudado, e imaginámos um regresso, seguramente sem pista ou já com uma estrada ao lado da pista. O “progresso” irá “democratizar” o acesso, mas tirar aquele encanto que só quem gosta de todo-o-terreno sabe apreciar. De regresso ao “nosso Base Camp” proporcionado pelo João e pela Távinha, houve tempo para uma visita ao Museu de História Natural de Maputo (com algumas preciosidades singulares a nível mundial), agradecer a amizade, companheirismo e disponibilidade, e iniciar o regresso a Joanesburgo. Ficam mais alguns registos da Ponta do Ouro, da viagem para Maputo, da visita ao Museu e do regresso a Joanesburgo.

 

 



ÁFRICA DO SUL -SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (10/12)
14/01/2017, 22:52
Filed under: MOÇAMBIQUE, Passeios 4x4 | Etiquetas: , , , ,

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Tínhamos planeado partir de Maputo para a Ponta do Ouro numa segunda-feira e regressar na quarta ou quinta, consoante as condições meteorológicas e as da estadia. Saímos depois de uma noite de chuva, numa manhã de sol envergonhado e dia feriado. Fomos para a fila do ferry para o Catembe, conseguimos entrar no segundo ou terceiro e fizemos uma travessia tranquila. Após desembarcar, percorremos os cerca de 115 kms até à Ponta, na sua esmagadora maioria, pela pista de terra batida e areia, nas calmas. Nalguns pedaços, já circulámos na estrada que os chineses estão a construir. Pelo que vimos, creio que não faltará muito para estar transitável e a pista ficar votada ao abandono ou ao uso local. À medida que nos aproximávamos do destino, cruzámo-nos com dezenas de pick-ups e outros 4×4 que regressavam a Maputo, depois de um fim-de-semana prolongado, passado, precisamente, na Ponta do Ouro. Chegámos à hora de almoço, comemos no Bar da Praia e procurámos um lugar para ficar duas noites. Tínhamos pensado acampar, mas, a enorme lixeira deixada pelos que lá estiveram antes de nós e algumas instalações nauseabundas, inviabilizaram os nossos planos. Depois de verificarmos alguns locais, o João sugeriu um resort propriedade de um antigo conhecido e ali “abancámos”. A temperatura estava relativamente amena, mas o vento tornou impraticável fazer alguma praia. Aproveitámos para explorar as redondezas, algumas pequenas caminhadas, umas fotos para mais tarde recordar e pouco mais. Durante o jantar do segundo dia, decidimos que regressaríamos logo na manhã seguinte a Maputo. A meteorologia agravou-se e aproximavam-se várias frentes com muita chuva incluída. Alguma desilusão e a ameaça de um enorme lamaçal desde a Ponta até à zona das antenas de telecomunicações aconselhavam a partida antes da chuva intensa (o Tracks4África assinala aquela pista como off road & deep sand). Ficam as fotos desde Maputo à Ponta do Ouro. Se gosta, subscreva e divulgue pelos seus amigos – pode ser útil a algum.



ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (9/12)

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Partimos de Hlane para Maputo, pela fronteira da Namaacha, com a sensação de que poderíamos ter ficado mais um dia. Todavia, a instabilidade meteorológica e a previsível continuação de pluviosidade moderada, aconselhavam a partida. Aos poucos, notávamos estar a deixar a África mais desenvolvida e a embrenhar-nos num “outro continente”, nitidamente mais pobre, mais sujo, quiçá mais perigoso. Contrariamente ao esperado, a saída da Suazilândia foi algo demorada (verificaram o número do chassis, a identificação gravada nos espelhos e vidros, etc, etc; um oficial à paisana levou-me o passaporte e os documentos do Landcruiser por mais de 20 minutos e sem qualquer explicação); do lado Moçambicano, percebendo que éramos portugueses, o responsável pelo posto “afastou” os “facilitadores locais” e as formalidades foram cumpridas de forma relativamente célere e sem qualquer complicação. Na aproximação a Maputo, deparámo-nos com algumas situações que nos fizeram reviver cenas de há quase 20 anos, quando visitámos a Tunísia e Marrocos pela primeira vez. Apesar de termos o trajecto no GPS, sentíamo-nos bastante mais confortáveis por seguirmos atrás da Mazda do João. Em Maputo, houve um misto de sensações que ainda perduram e tenho alguma dificuldade em descrever. Por um lado, a luz, a magnífica localização da cidade e, sem qualquer sentimento neo-colonialista ou saudosista, alguma da herança deixada pelos portugueses ao nível da geometria e edifícios da cidade, da amplitude das suas avenidas principais, a simpatia da generalidade dos moçambicanos, alguma construção moderna (bons e caros hotéis bem como edifícios de escritórios) e aquele inebriante “odor a África” que se sente quando caminhamos pelos mais diversos locais Do outro lado, a degradação generalizada do património, muito lixo, muita pobreza extrema e muita insegurança – facilmente perceptível nos gradeamentos anárquicos e “seguranças” existentes na generalidade dos prédios de habitação da classe média moçambicana. Ficam as primeiras imagens. Quanto ao YouTube, haverá um filme quando regressar a Maputo, ou seja após o próximo artigo, dedicado à viagem à Ponta do Ouro.

 



ÁFRICA DO SUL – SUAZILÂNDIA – MOÇAMBIQUE (1/12)

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Desde o início de 2015, comecei a avaliar a hipótese de fazer uma expedição à África do Sul, se possível, com passagem por Moçambique. A distância aos dois países, a sua grandiosidade (a África do Sul tem duas vezes a área da Península Ibérica; Moçambique tem cerca de 1,4 vezes a mesma área) e a contraditória informação disponível, fizeram-me hesitar. Todavia, em Maio deste ano, tive necessidade de me deslocar a Joanesburgo – tendo dissipado quase todas as minhas dúvidas.

No regresso, iniciei os contactos com vista ao aluguer de um 4×4 robusto e fiável e reservei atempadamente voos na Air France. A mês e meio da partida, já com tudo programado, reservas feitas e sinais pagos, o destino pregou-nos uma partida (um acidente na família, com 7 semanas de imobilização e fisioterapia diária, incluindo fins-de-semana) obrigou a refazer a programação e o modelo da viagem: era manifestamente impossível viajar e pernoitar em autonomia. Para não perder o investimento já feito, houve que adaptar os trajectos e toda a viagem.

Partimos a 16 de Setembro e regressámos esta semana, tendo viajado tranquilamente pela RSA, Suazilândia e Moçambique.

Durante os próximos tempos, tenciono publicar semanalmente um artigo e alguns vídeos, assim consiga disponibilidade para escolher o que publicar nos cerca de 100 Gb de vídeos e fotos realizados. Neste artigo meramente introdutório, deixo-vos com algumas fotografias, em jeito de “aperitivo”.