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ALPES 2017: AIGUILLE DU MIDI

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A viagem no teleférico desde o centro de Chamonix até ao cume foi realizada em duas etapas, sendo que a primeira subiu até ao chamado de Plan de l’Aiguille, situado a 2.310 metros. Daqui, podemos observar o Glaciar des Bossons, o Mont-Blanc, a l’Aiguille Vert, as Aiguiles de Chamonix e o Drus.

aiguilles de chamonix

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Dali, partimos para o segundo troço, que nos levou directamente aos 3.777 metros dos terraços panorâmicos da Aiguille du Midi, (sem apoios intermédios, num dos maiores vãos do mundo) onde temos uma primeira e inolvidável vista de 360º sobre os Alpes franceses, italianos e suiços.

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Após esse primeiro deslumbramento (se estiver bom tempo, como foi o nosso caso), deslocámo-nos para o ascensor que nos transportou até ao topo da Aiguille, situado a 3.842 m, de onde pudemos desfrutar de todo o esplendor do maciço do Monte Branco.

Mont Blanc

No total, vencemos um desnível de 2.742 metros em cerca de 22 minutos. No segundo troço, o teleférico pode atingir uma velocidade de 45 km/h, sendo que, no seu conjunto, o tem uma capacidade máxima de transporte de 500 passageiros por hora. Para além de vários outros motivos de interesse, uma das recentes atracções do complexo é “Le pas dans le vide”, ou seja, o passo no vazio – uma caixa de vidro reforçado que permite que uma pessoa de cada vez ali entre alguns segundos e, olhando para baixo, usufrua da sensação de nada ter debaixo de si por mais de 1000 metros. Pela nossa parte, dispensámos essa parte, devido à enorme fila para tão breve experiência. Bem mais terreno, mas não menos espectacular (pelo menos, com a muitíssima neve que pudemos testemunhar) é a passagem que, partindo de um dos terraços, dá acesso ao mítico trilho do Mont-Blanc pelas três montanhas. Aliás, para quem queira conhecer as estórias dos aventureiros que por ali têm “deambulado” ao longo dos muitos anos, nada melhor que visitar o museu L’Espace Vertical, segundo consta, o mais alto do mundo dedicado ao alpinismo. Como não podia deixar de ser, o complexo da Aiguille tem um enorme espaço de restauração, com terraços com vista privilegiada para as montanhas, lojas de recordações e uma muito generosa e bem pensada área de descanso, com enormes janelas que permitem a contemplação dos maciços envolventes. Por último, existe a possibilidade (apenas no Verão) de se fazer em teleférico a viagem pelo Glaciar do Gigante, desde a Aiguille até ao cume do Helbronner, já em Itália. Os -12º C que se faziam sentir mais incisivamente quando não estávamos abrigados do vento, explicam o porquê de só a partir de Junho se poder fazer essa viagem. Do nosso lado, tínhamos planeado e fizemos o trajecto pelo Túnel do Monte Branco até Courmayeur, onde apanhámos aquilo que os italianos (i)modestamente chamam de 8ª maravilha do mundo. Só que, antes disso, ainda viajámos no velhinho comboio de Montenvers até ao Mer de Glace – relato que fica para o próximo artigo.

 

 

 

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