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ALPES 2017: L’OTTAVA MERAVIGLIA DEL MONDO

L'OTTAVA MERAVIGLIA (Cópia)

O Skyway Monte Bianco, com (i)modéstia chamado pelos italianos como a Oitava Maravilha do Mundo, é um complexo turístico sobre o maciço do Monte Branco, situado em Courmayeur, no Vale de Aosta, e tem como principal atracção um teleférico com modernas cabines que vão rodando 360º e nos permitem visualizar paisagens deslumbrantes enquanto percorremos a ascensão/descida de 15 minutos, dos 1300 até aos 3500 metros de altitude. Dispões de três estações (a intermédia, é o Pavillon do Mont-Frety, a 2170 m), com bares, restaurantes, lojas e lounges com enormes “janelas” de vidro, que proporcionam fabulosas vistas sobre o Vale de Aosta e as montanhas circundantes, com toda a tranquilidade e algum requinte, estando preparadas para resistir a ventos superiores a 200 km/h. Chegados ao topo, o pico Helbronner, a 3.466 metros, subimos os degraus de uma estrutura metálica que nos dá acesso ao “ninho das águias”, um terraço metálico (nada favorável para filmagens com tripé, pois oscila ligeiramente com o movimento dos turistas) com vistas ditas deslumbrantes sobre os picos Cervino, Monte Rosa, Gran Paradiso e toda a paisagem envolvente – que infelizmente e devido ao tecto de nuvens, só por breves minutos conseguimos vislumbrar. Contrariamente ao teleférico da Aiguille du Midi, o complexo dispõe de trilhos onde podem circular viaturas de socorro que chegam às cabines do teleférico em caso de necessidade (do lado francês, houve incidentes em que centenas de turistas tiveram de ser resgatados de helicóptero e muitos tiveram de passar as noites com mantas fornecidas por socorristas, pois, devido às condições atmosféricas, não foi possível resgatá-los). Como já referido, tentámos aproveitar uma pequena janela de oportunidade, pois que sabíamos que a meteorologia estava a piorar, com nuvens muito baixas; infelizmente, soube a muito pouco.

 

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ALPES 2017: AIGUILLE DU MIDI

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A viagem no teleférico desde o centro de Chamonix até ao cume foi realizada em duas etapas, sendo que a primeira subiu até ao chamado de Plan de l’Aiguille, situado a 2.310 metros. Daqui, podemos observar o Glaciar des Bossons, o Mont-Blanc, a l’Aiguille Vert, as Aiguiles de Chamonix e o Drus.

aiguilles de chamonix

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Dali, partimos para o segundo troço, que nos levou directamente aos 3.777 metros dos terraços panorâmicos da Aiguille du Midi, (sem apoios intermédios, num dos maiores vãos do mundo) onde temos uma primeira e inolvidável vista de 360º sobre os Alpes franceses, italianos e suiços.

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Após esse primeiro deslumbramento (se estiver bom tempo, como foi o nosso caso), deslocámo-nos para o ascensor que nos transportou até ao topo da Aiguille, situado a 3.842 m, de onde pudemos desfrutar de todo o esplendor do maciço do Monte Branco.

Mont Blanc

No total, vencemos um desnível de 2.742 metros em cerca de 22 minutos. No segundo troço, o teleférico pode atingir uma velocidade de 45 km/h, sendo que, no seu conjunto, o tem uma capacidade máxima de transporte de 500 passageiros por hora. Para além de vários outros motivos de interesse, uma das recentes atracções do complexo é “Le pas dans le vide”, ou seja, o passo no vazio – uma caixa de vidro reforçado que permite que uma pessoa de cada vez ali entre alguns segundos e, olhando para baixo, usufrua da sensação de nada ter debaixo de si por mais de 1000 metros. Pela nossa parte, dispensámos essa parte, devido à enorme fila para tão breve experiência. Bem mais terreno, mas não menos espectacular (pelo menos, com a muitíssima neve que pudemos testemunhar) é a passagem que, partindo de um dos terraços, dá acesso ao mítico trilho do Mont-Blanc pelas três montanhas. Aliás, para quem queira conhecer as estórias dos aventureiros que por ali têm “deambulado” ao longo dos muitos anos, nada melhor que visitar o museu L’Espace Vertical, segundo consta, o mais alto do mundo dedicado ao alpinismo. Como não podia deixar de ser, o complexo da Aiguille tem um enorme espaço de restauração, com terraços com vista privilegiada para as montanhas, lojas de recordações e uma muito generosa e bem pensada área de descanso, com enormes janelas que permitem a contemplação dos maciços envolventes. Por último, existe a possibilidade (apenas no Verão) de se fazer em teleférico a viagem pelo Glaciar do Gigante, desde a Aiguille até ao cume do Helbronner, já em Itália. Os -12º C que se faziam sentir mais incisivamente quando não estávamos abrigados do vento, explicam o porquê de só a partir de Junho se poder fazer essa viagem. Do nosso lado, tínhamos planeado e fizemos o trajecto pelo Túnel do Monte Branco até Courmayeur, onde apanhámos aquilo que os italianos (i)modestamente chamam de 8ª maravilha do mundo. Só que, antes disso, ainda viajámos no velhinho comboio de Montenvers até ao Mer de Glace – relato que fica para o próximo artigo.