100azimutes


Tibete – a chegada a Tsetang, Yumbulagang e Samye
01/07/2009, 22:21
Filed under: Tibete - o Tecto do Mundo | Etiquetas: , , , , ,

Saímos da barafunda de Kathmandu num voo da Air China com destino ao aeroporto de Gongkar, no Tibete – mas só depois de termos ido à pista identificar as nossas bagagens, no meio de uma enorme parafernália de equipamento técnico de expedição.   É que o impecável A319 ia quase repleto de alpinistas de várias expedições multinacionais que iam tentar subir o Everest.    Sendo nós os únicos que viajam “por conta própria”, sentíamo-nos algo estranhos no meio de tantos experts, alguns, mundialmente conhecidos.    Durante a viagem, sobrevoámos durante cerca de 15 minutos a impressionante cordilheira dos Himalaias e o planalto tibetano (altitude média de 4.000 metros), tendo a aproximação à pista sido realizada com muita turbulência.  Desembarcámos em último lugar e cumprimos uma longa lista de formalidades alfandegárias e clínicas (a gripe das aves atacava em força e os chineses não brincavam em serviço), sempre acompanhados por jovens militares que nos escoltaram até à saída e nos “entregaram” ao guia tibetano que nos esperava e que, mais tarde, se veio a revelar absolutamente impecável.  O nosso destino inicial era Tsetang, a fim de explorarmos a região do vale do Yarlung e visitarmos o castelo de Yumbulagang e o mosteiro de Samye – dando, assim, início ao nosso processo de aclimatação à altitude.  Lembram-se, quando no post anterior me referi ao 1.º rei do Tibete? Pois bem, o castelo de Yumbulagang terá sido erigido no século II a.C. pelo tal 1.º rei tibetano, que supostamente teria descido dos céus.  No reinado de Songtsen Gampo, tornou-se a residência estival do rei que, entretanto, tinha transferido a residência principal para Lhasa. Segundo nos informaram, o castelo (há quem o denomine de palácio) foi quase totalmente destruído durante a invasão chinesa e terá sido reconstruído com dádivas dos tibetanos na década de 80 do século passado.  Andámos pelo Yarlung Valley durante dois dias, aproveitando para atravessar o rio Yarlung Tsangpo (ida/volta) para visitar o mosteiro de Samye.  Foram duas viagens de cerca de 30/45  minutos cada, num rio a mais de 3.500 m de altitude, feitas numa “chata” de madeira motorizada por um motor de tractor e com um sistema de veio à hélice em tubo (que parecia ser) galvanizado.   O mosteiro de Samye , situado num planalto remoto, foi o primeiro mosterio budista erigido no Tibete,  no séc. VIII.  

Seguem algumas fotos.

Fui.

Yumbulagang

Yumbulagang

Rio Yarlung Tsangpo (Brahmaputra na Índia 2.900 km)

Rio Yarlung Tsangpo (Brahmaputra na Índia 2.900 km)

queimaduras do frio

queimaduras do frio

Barcaça navegando no Yarlung Tsangpo

Barcaça navegando no Yarlung Tsangpo

 

Barcaça no Yarlung Tsangpo

Barcaça no Yarlung Tsangpo

 

Mosteiro de Samye

Mosteiro de Samye

Fachada principal mosteiro Samye

Fachada principal mosteiro Samye

Uma das Stumpas de Samye

Uma das Stumpas de Samye

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2 comentários so far
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Estás a realizar uma viagem de sonho, parte deste caminho também percorrido por mim, mas não consegui visitar estes mosteiros por falta de tempo e por querer aproveitar o máximo de cada lugar, levando o tempo necessário. Não consigo compreender por que motivo não se volta ao lugar onde fomos felizes… Tenho a certeza de que num futuro não muito distante voltarei ao Tibete, se possível tb partindo do Nepal, por terra. O importante é interiorizarmos que o “aqui e agora” conta tanto como as recordações passadas, que não devemos repetir lugares e querer repetir também emoções, mas sim aproveitar ao máximo as novas sensações – o regresso pode ser tão agradável como a surpresa! Mas ainda não percebi: estás no Tibete ou de regresso a Portugal?

Comentar por flicts

🙂 🙂
Se estivesse a fazer a viagem agora dificilmente conseguiria escrever os posts… Praticamente, só havia internet em Lhasa, a velocidades pré-históricas e totalmente desesperantes 🙂 🙂
Actualmente estou em Portugal e entre amanhã e domingo vou tentar ligar Chaves a Santiago de Compostela em 4×4, com alguns amigos 🙂

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