100azimutes


NEPAL – KATHMANDU
18/06/2009, 18:55
Filed under: Nepal | Etiquetas: , , ,

Kathmandu
Hoje decidi escrever algumas linhas sobre Kathmandu, essa cidade mítica do movimento hippie da década de 60 do século passado (make love, not war).
A guerra do Vietname há muito que acabou, os hippies já não são o que eram e Kathmandu não podia fugir às influências dos tempos ditos modernos.
Situada a 1.370 m de altitude e sendo a capital do Nepal, é também um óptimo ponto de partida e chegada para expedições aos Himalaias.
Foi o que aconteceu há cerca de dois anos, quando por lá me “perdi”, de caminho para e no regresso do Tibete.
É uma cidade pobre, hiper poluída, super povoada (se o Nepal tem uma densidade populacional superior a 150hab/km2, Ktahmandu deve ter o triplo ou o quádruplo) mas com um património e uma diversidade cultural fabulosos.
O casco velho ou cidade antiga está recheado de templos, palácios e outras edificações budistas e hindus, verdadeiros atractivos para todo o tipo de visitantes/turistas.
Quase tudo roda à volta de Durbar Square, do Pasupatinath Temple, das Stumpas de Boudah Nath e de Swoyambhu Nath.
O que também “gira” são os inúmeros artigos contrafaccionados, sejam alegados Rolex ou simples cópias de luvas da North Face – vendidos a preços supostamente “irresistíveis”.
Mas também tem dos melhores chás e alfaiates do mundo, sendo possível provar fatos de seda e outros tecidos nobres numa manhã e ir levantá-los ou recebê-los, impecavelmente confeccionados, no dia seguinte.
Muito mais haveria para tentar descrever, desde o ruído infernal das constantes buzinadelas à paz absoluta dos jardins ingleses do Hotel Shanker, dos bons e maus odores das ruas onde quase não se consegue andar, da epidemia de Suzukis Maruti que tinham de subir em 1ª a estrada que levava ao templo dos macacos e que ultrapassavam velhos autocarros pejados de gente em rota de suícidio contra outros velhos autocarros pejados de gente até às grades do tejadilho, enfim, um conjunto de experiências que não cabem nos horizontes limitados deste post.
Seja porque exigiria mais “esforço” do que o “prazer” de escrever estas linhas ou porque tenho algum receio de maçar os que possam vadiar por aqui, vou saír de mansinho, com remeniscências das sensações então vividas.
Numa próxima oportunidade, tentarei escrevinhar um pouco sobre Patan e Bahktapur, bem como colocar algumas fotos pois, segundo dizem, valem mais do que mil palavras.

Fui.

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4 comentários so far
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Estive no Nepal ha 5 anos tendo feito 1 500km por estrada!!!em 8 fantasticos dias. Como já sou “antigo”deu-me uma nostalgia enorme percorrer um país com as caracteristicas deste( o nosso cantinho ha 30 anos não era muito diferente..até o aeroporto parecia o do Porto, mas estavam em 2004 a começar as obras ..).Estou a tentar voltar lá em breve com passagem obrigatória pelo Tibete.

Comentar por manuel azevedo

Boas,
Nós voámos de Ktahmandu para o Tibete e regressámos em 4×4, através dos Himalaias. No total, estivemos em Kath e arredores 6 dias, aproveitando o visto gratuito de 3 dias e porque Kath era o melhor local para obter os vistos e licenças para o Tibete.
Qto ao ser “antigo”… normalmente vale mais 🙂 🙂

Comentar por 100azimutes

Essa de regressar de jipe deixou-me “alerta”.O jipe era URZ ? E a estrada aguenta-se bem ? quantos dias e quantas horas fizeram por dia? Nunca se sentiram inseguros? Quando lá estive AINDA havia umas bombitas, escaramuças, lojas fechadas durante uns dias etc.mas nunca me senti inseguro porque havia check points de meia em meia hora….Não houve problema com o visto para o Tibete,e em quantos dias o tiveram? Agradeço o teu comentário.

Comentar por manuel azevedo

Podes ir acompanhando a descrição da viagem no blog, do mais antigo ao mais recente AQUI
Qtos aos vistos, demoraram menos de 48H através de uma agência em Kathmandu (posso enviar o endereço por mail).
Em termos de segurança, no Tibete éramos constantemente controlados pela polícia/exército, chegando ao ponto de termos à nossa espera um agente de segurança quando fomos a Sakya (por não ser usual a visita de ocidentais) e o principal perigo (para além da altitude/aclimatação)eram as avalanches na descida dos Himalaias para o Kodari – post ainda não editado.
No Nepal, o principal perigo era sermos abalroados numa das constantes ultrapassagens em contra-mão feitas pelos nepaleses :)…

Comentar por 100azimutes




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