100azimutes


Sahara Ocidental – 2010
25/06/2009, 21:40
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Sob o impulso da atracção pelos locais menos explorados, um pequeno grupo de pessoas que partilham interesses e uma especial paixão pela essência do todo-o-terreno (chegar onde, de outro modo, seria impossível ou muito difícil)  decidiram começar a planear uma expedição àquele vasto e ainda pouco conhecido território, normalmente denominado de Sahara Ocidental.

Confesso que, por enquanto, tenho sido um mero observador do muito trabalho de pesquisa já realizado por outros companheiros de “pista”…

Alguns desses desenvolvimentos podem ser acompanhados no link do Land Lousã.

Entretanto, tentando compensar a falta de tempo para pesquisar, deixo duas fotos ilustrativas do tipo de territórios a que me refiro.

Inté :)

abastecimento em pista

abastecimento em pista

"pé na tábua"

"pé na tábua"



Tibete – O Tecto do Mundo
24/06/2009, 22:59
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Tibete – vocábulo mágico que evoca as mais altas montanhas do planeta, uma cultura distante e enigmática, pistas quase intransitáveis e carregadas de misticismo, mosteiros e palácios antiquíssimos e, para os mais atentos, as marcas da ocupação chinesa e da “resistência” dos tibetanos das montanhas.

Lago Yamdrok visto de Kamba-la Pass (4.800m)

Lago Yamdrok visto de Kamba-la Pass (4.800m)

A passagem por Kathmandu serviu para obter os necessários vistos e demais autorizações que nos possibilitaram voar para Lhasa e tentar realizar a expedição em 4×4 que nos permitiria percorrer o planalto tibetano (altitude média de 4.000 metros), conhecendo melhor uma cultura distante e algo desconhecida mas que me fascinava desde miúdo, quando lia as obras de Lobsang Rampa – o falso monge exilado, como viria a descobrir anos mais tarde.

O segundo objectivo consistia em tentar alcançar o North Face Everest Base Camp e seguir pela pista que o liga, a mais de 5.000 metros de altitude, a Lao Tingri, daí regressando a Kathmandu em 4×4 pela Kodari Border.

O Tibete é uma região recôndita, delimitada por 3 das maiores cordilheiras existentes na Terra: os Himalaias, o Kulun Shan e o Caracórum. Os tibetanos são um povo austero, pragmático, tenaz, religioso, com um ainda grande sentimento de independência, por vezes taciturno e até tímido, que habita uma vasta extensão de deserto gélido.

O primeiro rei tibetano foi um estrangeiro que alegadamente viajou da Índia e se instalou no vale de Yarlung. Conta a lenda que, quando lhe perguntaram de onde vinha e ele apontou para a Índia, os tibetanos terão interpretado que ele teria “descido dos céus”, pois, para lá de Yarlung estavam e estão os Himalaias, onde sobressai o Everest com os seus 8.848m de altitude.

Everest visto do North Face Base Camp

Everest visto do North Face Base Camp

Como pensaram que ele “desceu dos céus”, acreditaram ser uma entidade divina e proclamaram-no rei.

Só com o seu 33º sucessor, Songtsen Gampo (620-650 d.C.), começou a haver história documentada do Tibete e foi introduzido o Budismo, quando a China e o Nepal enviaram princesas budistas para se tornarem mulheres de Songtsen e assim selarem as “alianças” diplomáticas da época. Até então, os tibetanos seguiam uma religião que procurou inicialmente reconciliar o lugar da humanidade nos céus e na terra mas que “evoluiu” rapidamente para um animismo que defendia a existência de espiritualidade nas árvores, montanhas, etc., denominada Bön.

Em próximo post escreverei um pouco mais sobre o Tibete, após o que me proponho fazer um resumo ilustrado da exepdição.

Inté.



Patan – Nepal
23/06/2009, 23:54
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IMG_0608

Bem, socorrendo-me de alguns apontamento e de memórias que não fazem parte dos conteúdos existentes na net sobre esta importante cidade nepalesa, começo por referir que o centro histórico de Patan, a famosa Durbar Square (nome idêntico à existente em Kathmandu) foi considerado Património Mundial pela Unesco.

No nosso caso, a viagem de Suzuki Maruti desde Kathmandu e regresso foi uma delirante aventura (a gasolina era estupidamente cara para o nível de vida do Nepal – 1USD/litro) e os taxistas faziam com que o nosso grupinho de 4 portugas se encolhessem para caber em tão minúscula viatura.

A meia dúzia de quilómetros que separam o perímetro exterior de Kathmandu do de Patan foram percorridos em 3 táxis, com mirabolantes e arriscadas mudanças de táxi no meio da estrada, com centenas de carros, camionetas, motorizadas e bicicletas que nunca paravam e se desviavam apenas no último segundo, tudo, simplesmente… porque os 2  primeiros Suzukis avariaram. O terceiro,  parecia ser o melhorzinho… mas rapidamente descobrimos que não tinha travões… Escusado será tentar explicar que quisemos dispensar o taxista para o regresso mas ele esperou, esperou, numa autêntica marcação cerrada para não perder tão “suculentos” clientes que, pasme-se, tinham negociado a ida e volta com o condutor do 1º táxi a avariar…

Quanto ao interesse histórico e turístico de Patan, só posso dizer que vale a viagem – apesar dos não residentes terem de pagar para entrar no centro histórico, i.e., Durbar Square.

Há informação suficiente na net sobre Patan, pelo que limito-me a deixar as coordenadas e a sugerir que vejam o post com as fotos do Nepal, onde estão incluídas as de Patan.

Fui.

Loclizaçao: 27 42 00 N  85 21 00 E